Marco Antônio Lage Prefeito de Itabira e Presidente da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG)
Como bem pontuou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o mundo vive hoje uma mudança de paradigma comparável às grandes revoluções industriais do passado. Os minerais críticos e as chamadas terras raras não são apenas insumos químicos ou geológicos; eles são o "novo petróleo". Representam a espinha dorsal da transição energética global, a matéria-prima essencial para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e a tecnologia de ponta que define o protagonismo geopolítico iminente.
Nesse cenário, o Brasil encontra-se em uma encruzilhada histórica. Se por um lado a China lidera a vanguarda tecnológica e de exploração, por outro, o solo brasileiro abriga a segunda maior reserva de terras raras do planeta. A corrida pela liderança desse futuro já começou, e o Brasil tem em mãos uma oportunidade de ouro — talvez a última desta magnitude — para se posicionar entre os grandes players globais. No entanto, transformar esse potencial em desenvolvimento real e qualidade de vida para a nossa sociedade exige mais do que apenas extrair o minério do chão; exige coragem política e visão soberana.
A Lição que a História nos Impõe
Não podemos nos dar ao luxo de repetir os erros do passado. Durante décadas, o modelo de mineração no Brasil foi pautado por uma lógica puramente extrativista e exportadora de commodities de baixo valor agregado. Vimos montanhas serem transformadas em buracos e a riqueza ser enviada para o exterior, enquanto as cidades mineradoras herdavam passivos ambientais, desigualdade social e a eterna angústia da exaustão mineral.






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