A agenda política e econômica de Minas Gerais vive um momento de profunda reflexão sobre o desenvolvimento regional e a sustentabilidade a longo prazo das cidades que movem a economia do estado através da mineração. Em recente entrevista concedida à Band Minas, o prefeito de Itabira e presidente da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG), Marco Antônio Lage, trouxe à luz debates cruciais que definem os rumos das comunidades mineradoras. O ponto central da conversa girou torno do histórico encontro promovido pela AMIG com os candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal, um marco na articulação política em prol de uma pauta federativa justa e voltada para o futuro.
Além da CFEM: A Visão Ampla para o Desenvolvimento Local
Historicamente, o debate em torno dos municípios mineradores resumiu-se quase exclusivamente à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Embora a arrecadação e a correta aplicação dos royalties da mineração continuem sendo pilares fundamentais para a sobrevivência econômica de dezenas de cidades mineiras, Marco Antônio Lage enfatizou à Band Minas que o horizonte atual exige muito mais.
"Precisamos entender o que os futuros representantes do executivo e legislativo estadual pensam e planejam para a diversificação econômica dos nossos territórios", pontua a essência do posicionamento da AMIG. A dependência excessiva da atividade extrativa representa um risco estrutural para cidades como Itabira terra natal de Carlos Drummond de Andrade e símbolo histórico da mineração nacional , que precisam obrigatoriamente se preparar para o cenário pós-mineração. O encontro promovido pela instituição serviu justamente para pressionar e convidar os postulantes ao Palácio da Liberdade e ao Congresso Nacional a assumirem compromissos reais com políticas públicas de estímulo à inovação, tecnologia, turismo e agricultura sustentável nas regiões afetadas pela extração de minério.

.jpg)
.jpg)




.jpg)








