A Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG) deu um passo histórico na consolidação de uma agenda global para o setor mineral brasileiro. Em reunião recente com a embaixadora da Austrália no Brasil, Sophie Davies, a entidade iniciou um diálogo institucional de alto nível com o objetivo central de fortalecer a governança pública da mineração, focando especialmente no protagonismo dos entes subnacionais — estados e municípios.
Um Intercâmbio entre Potências
A escolha da Austrália como parceira estratégica não é por acaso. O país é reconhecido globalmente como uma das maiores potências mineradoras, mas seu diferencial reside na sofisticação de seu marco regulatório e na eficiência da coordenação federativa. Enquanto o Brasil busca aprimorar a gestão de seus recursos, a experiência australiana oferece lições valiosas sobre como equilibrar a exploração econômica com a preservação da autonomia local e a responsabilidade social.
Eixos Estratégicos do Diálogo
O encontro abordou uma pauta robusta, focada em transformar a realidade dos municípios que vivem a mineração no dia a dia. Entre os principais temas discutidos, destacam-se:
1. Autonomia Federativa e Gestão de Royalties
Um dos grandes desafios brasileiros é garantir que estados e municípios tenham voz ativa e autonomia nas decisões minerárias. A discussão focou em como aprimorar a arrecadação e, principalmente, a fiscalização dos royalties (CFEM), garantindo que esses recursos sejam aplicados de forma transparente e eficiente no desenvolvimento das comunidades impactadas.


























