Por muito tempo, Deusamira Silva precisou lidar com uma realidade que muitas mulheres ainda enfrentam: a violência. O momento de procurar ajuda não foi simples. Houve medo, insegurança e o receio de ser julgada. Mas a decisão de denunciar também abriu caminho para uma nova etapa de sua vida.A partir do atendimento no Centro de Referência Especializado no Atendimento à Mulher (CREAM), Deusamira encontrou acolhimento e acompanhamento para seguir em frente. Hoje, ao olhar para a própria trajetória, ela se reconhece de outra forma. “Dar o primeiro passo não é fácil. Mas, a partir do momento que eu dei esse primeiro passo, consegui esse apoio e consegui me erguer. Hoje eu me vejo uma mulher guerreira. Através do CREAM, consegui encaminhamento para psicólogas, auxílio jurídico e outros atendimentos que foram importantes para eu superar a situação de violência” , relata. A história de Deusamira ajuda a mostrar, na prática, por que falar sobre violência, orientar e fortalecer os caminhos de acesso à proteção são ações tão importantes. Uma rede que acolhe
A Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e do Centro de Referência Especializado no Atendimento à Mulher (CREAM), mantém uma rede de acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência.
O serviço conta com duas unidades de atendimento: uma instalada no prédio da SMAS e outra que atua diretamente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), da Polícia Civil de Itabira, ampliando a integração entre os serviços de assistência e segurança pública e facilitando o acesso das mulheres à rede de proteção.
Durante o Agosto Lilás, essa rede ampliou sua presença em escolas, comunidades e instituições do município, levando informação e promovendo espaços de diálogo sobre prevenção e enfrentamento. Ao longo da programação, foram realizadas 31 ações no território itabirano, alcançando mais de 1,4 mil participantes.










.jpg)






