quarta-feira, 2 de abril de 2025

Conscientização do Autismo: diretor do ICMC revela diagnóstico tardio e investiga aplicações de inteligência artificial para identificar transtorno




Celebrado neste dia 2 de abril, a data é um convite à conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e a inclusão das pessoas que têm esse tipo de neurodivergência

Data da publicação: 02/04/2025

 Uma das maiores autoridades internacionais em inteligência artificial (IA), o professor André de Carvalho só descobriu aos 54 anos que era autista. Diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, André viveu por décadas sem entender por que se sentia tão desconfortável com barulhos — a ponto de, ainda na adolescência, comprar por conta própria um abafador de som. Também não compreendia por que, em determinadas situações, seu corpo e sua mente simplesmente “desligavam”. Hoje, ele reconhece esses episódios como shutdowns, um termo utilizado para descrever o estado de paralisia diante de uma sobrecarga sensorial, emocional ou social, o qual pode acometer pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Foi somente após uma conversa com sua filha, na época estudante de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que o diretor do ICMC passou a desconfiar do que estava por trás daqueles comportamentos que, desde a infância, seus pais consideravam “diferentes” — e que, à época, os levaram a buscar ajuda psicológica para o filho. “Minha filha fazia terapia e descreveu um pouco meu comportamento para a profissional. Ela ouviu e disse: ‘Seu pai parece estar no espectro’. Foi ela quem me sugeriu procurar uma avaliação”, relembra o professor. Depois de exames e testes, veio o diagnóstico que, para ele, foi menos um baque e mais um alívio: “A partir daí, busquei compreender o autismo e isso me ajudou a transformar o diagnóstico em algo positivo”.

Após a descoberta, a filha do meio do professor, então com 17 anos, também foi avaliada e teve o autismo confirmado. A experiência o instigou a pensar em meios de tornar os diagnósticos mais acessíveis e precoces — algo que não foi possível nem para ele nem para sua filha. “Não saber antes que eu era autista trouxe uma influência na minha vida. Quanto mais cedo você entende, mais fácil é lidar porque você vai ter um tratamento e uma atenção diferenciada na escola, por exemplo”, reflete.

O diretor do ICMC acredita que, embora o entendimento sobre neurodiversidade — que reconhece e valoriza as diferentes formas de funcionamento neurológico e suas formas de expressão, como o TEA, por exemplo — esteja cada vez mais presente nas discussões sociais, ainda existe muito preconceito e desinformação sobre o tema. Para ele, datas como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado neste 2 de abril, são fundamentais para desmistificar o transtorno e ampliar o acolhimento.

“O autismo não é uma deficiência, mas sim uma expressão da nossa humanidade — somos diferentes uns dos outros”, destaca o diretor do ICMC. Com esse olhar, e movido pela própria experiência de diagnóstico tardio, André deu início, em parceria com a psiquiatra Helena Paula Brentani, do Hospital das Clínicas de São Paulo, a projetos que buscam, desenvolver ferramentas de IA para tornar os diagnósticos mais acessíveis, precoces e confiáveis.

“Trabalhamos com reconhecimento de padrões faciais, análise de sinais cerebrais, identificação de biomarcadores moleculares e das formas como  as crianças se movimentam em seus primeiros anos de vida”. De acordo com o professor, andar na ponta dos pés pode ser um sinal de autismo em crianças. Umas dessas pesquisas ocorre dentro do Programa de mestrado e doutorado acadêmico para a inovação (MAI/DAI), contando com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

 

“Às vezes, eu ‘desligava’, e nunca tinha associado isso ao autismo. Depois que recebi o diagnóstico, entendi que isso também é uma característica”, comenta o diretor do ICMC | Foto: Arquivo Pessoal

 

 

Ciência que nasce da vivência – De causa multifatorial, o TEA tem forte influência genética e se manifesta ainda na infância, tendo nuances e intensidades diferentes: vem daí o nome “espectro”, já que compreende uma variação infinita de graus ou níveis de expressão. No entanto, muitas pessoas acreditam que o autismo se expressa de uma única forma, caracterizada por uma extrema dependência para a realização de atividades do dia a dia, o que pode levar muitos a desconsiderarem a busca pelo diagnóstico, já que têm uma vida independente. Esse desconhecimento sobre o transtorno, que não se curva a estereótipos, ainda tem raízes no passado, quando apenas casos com níveis mais altos, considerados mais graves, recebiam atenção clínica.

“As pessoas dizem que os casos de autismo aumentaram, mas, na verdade, antes só se diagnosticavam os casos mais graves, como os personificados naquele personagem do filme Rain Man”, observa o diretor do ICMC. No filme, o personagem Ray apresenta um nível mais acentuado de autismo e sofre, adicionalmente, de deficiência intelectual.

Por isso, iniciativas que buscam aprimorar a identificação de casos são tão importantes. Além disso, ter pessoas cujas vivências são atravessadas pelo autismo conduzindo pesquisas pode também transformar a ciência. “Muitas vezes, o discurso sobre o autismo é puramente biomédico, tratando o TEA como algo a ser corrigido. Mas o que queremos é ser compreendidos e acolhidos. Quando pessoas autistas estão dentro da pesquisa, a abordagem muda”, destaca o estudante de Ciência de Dados do ICMC, Matheo Angelo Pereira Dantas.

Diagnosticado com autismo aos 17 anos, Matheo é orientado pelo professor André na pesquisa Explainability in Graph Neural Networks for Autism Assessment Using fMRI Analysis. Eles irão utilizar exames de ressonância magnética funcional, um tipo de imagem que capta o cérebro em atividade, de forma a desenvolver uma ferramenta baseada em IA capaz de analisar padrões cerebrais com mais precisão e transparência para auxiliar médicos no diagnóstico do TEA.

“Podemos representar o cérebro por grafos: cada região é um nó e suas conexões formam as arestas. Utilizando conhecimentos de redes neurais talvez seja viável prever o diagnóstico e também indicar quais regiões cerebrais são mais relevantes para a tomada de decisão de uma ferramenta de IA”, explica Matheo. O diferencial do trabalho, que está sendo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), está na explicabilidade, ou seja, ao invés de apenas apontar uma resposta, a ferramenta busca mostrar o porquê chegou àquela conclusão, algo que o diretor do ICMC, que orienta a pesquisa, considera essencial no contexto médico.

O desafio, segundo Matheo, é garantir que os modelos treinados com dados de populações da Europa e dos Estados Unidos também funcionem no contexto brasileiro. “O que a gente busca são marcadores confiáveis. Assim como a síndrome de Down tem uma alteração cromossômica visível, talvez possamos encontrar no cérebro sinais consistentes do autismo, que ajudem no diagnóstico com mais segurança e menos subjetividade”, afirma o estudante.

 

 

“Mesmo tendo facilidade de aprendizado, tenho um ritmo diferente para lidar com as disciplinas e compromissos”, conta o estudante Matheo, que recebeu o diagnóstico de autismo aos 17 anos | Imagem: Arquivo pessoal

 

 

Universidade inclusiva – Se, por um lado, a pesquisa avança para tornar o diagnóstico do autismo mais preciso, por outro, a sociedade precisa se adaptar e acolher a neurodiversidade. Nesse sentido, o diretor do ICMC conta que, após o diagnóstico, passou a ter mais cuidado em como suas aulas estavam sendo compreendidas pelos alunos, além disso, ele busca auxiliar quem apresenta qualquer neurodivergência e ser empático.

No ICMC, esse esforço de adequar o ambiente acadêmico vem sendo liderado pela Comissão de Inclusão e Pertencimento (CIP), ligada à Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) da USP. A Comissão segue as diretrizes estipuladas recentemente pela PRIP com as portarias nº 059/2024 e 065/2024, buscando garantir que estudantes, docentes, pesquisadores e servidores técnico-administrativos com TEA ou deficiência tenham acesso a adaptações pedagógicas e estruturais adequadas às suas necessidades.

“Ainda há um medo do estigma, do julgamento, da ideia equivocada de que pedir adaptação é pedir privilégio. Mas não é disso que se trata. As adaptações existem para garantir condições equivalentes às dos demais”, explica a professora Mariana Andretta, que coordena a CIP. Entre as adaptações possíveis estão o uso de abafadores de som, prazos estendidos para entrega de trabalhos, a possibilidade de realizar atividades de forma individual e a tutoria de um docente. “O aluno pode indicar o professor que deseja e, havendo disponibilidade, o docente passa a auxiliá-lo, ajudando-o a se organizar com os estudos, por exemplo”. Curiosamente, os primeiros alunos a solicitar um tutor escolheram docentes que também são autistas. “Isso mostra como a identificação pode ser poderosa”, enfatiza Marina.

  

Estudantes, docentes e servidores do ICMC que necessitem de alguma adaptação podem entrar em contato com a CIP, e preencher este formulário: https://icmc.usp.br/e/c571e. Após essa etapa, a equipe da CIP entrará em contato e marcará uma reunião, que pode ser presencial, por telefone, por WhatsApp, pelo Meet ou por e-mail. “Esse momento é importante para entendermos qual é exatamente a demanda e, assim, podermos dar o encaminhamento dentro do ICMC”, explica.

Para além da mediação de adaptações, a comissão busca aprimorar sua assistência trabalhando em conjunto com o grupo de apoio psicopedagógico (GAPSI), o Serviço de Assistência Social e as demais comissões de inclusão do campus da USP São Carlos. A Comissão também anseia pela contratação de um psicopedagogo no campus pois, atualmente, a orientação para as ações da CIP vem principalmente de pessoas ligadas ao coordenador  do curso de Psicopedagogia da UFSCar, que têm colaborado de forma ainda informal  com o ICMC.

Para a professora Marina, naturalizar a diferença como parte da experiência universitária é um trabalho contínuo e urgente. “Precisamos falar sobre neurodivergência como falamos sobre outras características humanas, como altura ou diabetes. Algumas pessoas precisarão de adaptações, outras não. E está tudo bem. O importante é criar um ambiente em que ninguém precise esconder quem é para conseguir estudar”, finaliza.

 

 Texto: Gabriele Maciel, da Fontes Comunicação Científica

 

Mais informações
Assista ao vídeo com o depoimento do professor André: https://icmc.usp.br/e/410b5
Acesse o site da CIP: www.icmc.usp.br/inclusao-e-pertencimento/acessibilidade
Um guia sobre autismo para professores e funcionários da USP: faça o download neste link https://icmc.usp.br/e/1bfa6
Acesse a portaria da PRIP sobre autismo:

https://prip.usp.br/wp-content/uploads/sites/1128/2024/11/Portaria_PRIP_059-TEA-Errata.pdf
Saiba mais sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo: www.canalautismo.com.br/diamundial
Acesse o Mapa Autismo Brasil: www.mapaautismobrasil.com.br

FCCDA promove workshop de capacitação para grupos e agentes culturais; saiba mais

 O evento é uma oportunidade para conhecer as possibilidades de apoio à cultura e aprimorar as práticas culturais

FCCDA promove workshop de capacitação para grupos e agentes culturais; saiba mais
Foto: FCCDA

Nesta quarta-feira (2), a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) realiza o workshop “Edital Cultura Viva PNAB”, uma capacitação destinada a grupos, agentes e associações culturais interessados em aprender sobre a utilização do Edital Cultura Viva para o fomento a projetos continuados de Pontos de Cultura.  A atividade é gratuita e acontecerá no Hall da FCCDA, a partir das 19h.


O evento é uma oportunidade para conhecer as possibilidades de apoio à cultura e aprimorar as práticas culturais no contexto atual e contará com a presença de especialistas na área, que irão orientar os participantes sobre como acessar e utilizar os recursos oferecidos pelo Edital para fortalecer e dar continuidade a suas iniciativas culturais.

*Com Informações FCCDA

Familiares e amigos se reúnem para prestar a última homenagem a Antônio Cunha

 Ele faleceu na última segunda-feira (31), aos 80 anos

Familiares e amigos se reúnem para prestar a última homenagem a Antônio Cunha
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Familiares, amigos e admiradores se reúnem nesta terça-feira (1) para se despedir de Antônio Cunha Neto, ex-vereador e radialista itabirano. O velório ocorre na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e vai até às 16h, seguido de um cortejo até o Cemitério da Paz, onde o sepultamento será realizado às 16h30. O momento é marcado por orações e homenagens de entes queridos.


Nascido em 27 de novembro de 1944, na cidade mineira de Brejaúba, Antônio Cunha mudou-se para Itabira ainda jovem, aos 13 anos, onde construiu sua trajetória pessoal e profissional. Trabalhou em diferentes áreas antes de se tornar radialista, incluindo passagens como pipoqueiro, atendente de farmácia, funcionário do Hospital Nossa Senhora das Dores, da Vale e da Prefeitura de Itabira.

Comunicador nato, marcou época nas rádios itabiranas e ficou eternizado pelo jargão “Não morre não, sertão”, característico de seus programas na Rádio Caraça FM e na Rádio Itabira. Antônio Cunha também teve uma vida política atuante, exercendo quatro mandatos como vereador e sendo reconhecido como “itabirano de coração”.

Ele faleceu na última segunda-feira (31), aos 80 anos, no Hospital Nossa Senhora das Dores, onde estava internado devido a complicações decorrentes de um quadro de diabetes.

Antônio Cunha deixa a esposa, oito filhos, 12 netos e cinco bisnetos, além de um legado de contribuição à comunicação e à história de Itabira.

Foto: Acervo familiar

terça-feira, 1 de abril de 2025

Primeira-dama de Itabira é escolhida embaixadora dos ODS em Minas Gerais


 Primeira-dama de Itabira é escolhida embaixadora dos ODS em Minas Gerais


Durante a cerimônia de eleição e posse do diretório do PSB em Itabira, a primeira-dama Raquell Guimarães foi apresentada pelo cerimonialista como “a embaixadora dos ODS no estado de Minas Gerais”. Ele se referia ao fato de que a mulher do prefeito Marco Antônio Lage (PSB) ter sido escolhida para representar, no estado, o projeto da Organização das Nações Unidas (ONU) dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os 17 ODS são: erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, água potável e saneamento, energia limpa e acessível, trabalho decente e crescimento econômico, indústria, inovação e infraestrutura, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança global do clima, vida na água, vida terrestre, paz, justiça e instituições eficazes, e parceria e meios de implementação. A meta da ONU é que os países atinjam esses objetivos até 2030.

Ao discursar no evento do PSB, Raquell Guimarães lembrou a promessa que fez na solenidade de posse do marido, em 1º de janeiro, de ter participação ativa na sociedade, com três focos. “Desde a posse deste novo mandato, eu falei que iria ocupar esse lugar de fala para bater em três teclas, que são a economia criativa, a sustentabilidade e os direitos das mulheres. Essas três pautas, todas as vezes que tiver a oportunidade de falar, eu quero falar. É uma fala breve para trazer a vocês a consciência desses três pilares em Itabira”, disse a primeira-dama.

Agricultura e IMA orientam: vacinação antirrábica para pecuária deve ser antecipada em Itabira

 A vacinação que anualmente ocorre nos meses de maio e junho, deverá ser antecipada para proteger os animais e a população


Diante da confirmação de quatro focos de raiva em bovinos na zona rural de Itabira, a Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar (SMASA) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) orientam os produtores rurais da região a anteciparem a vacinação antirrábica. Normalmente realizada de maio a junho, a imunização deve ser aplicada o quanto antes devido às ocorrências recentes e à necessidade de conter a disseminação da doença.

 

Os quatro casos confirmados passaram por atendimento do IMA Itabira e apresentaram diagnóstico laboratorial positivo para raiva, sendo todos devidamente saneados. No entanto, outros seis casos foram relatados por meio de vídeos enviados por produtores, nos quais os animais apresentavam sinais clínicos compatíveis com a doença. Esses bovinos não tiveram material encefálico coletado para exames laboratoriais, impossibilitando a confirmação oficial.

 

Especialistas alertam que há indícios de que mais focos de raiva possam estar presentes no município, mas não foram notificados ao IMA. A raiva é uma doença viral fatal, que tem como característica o acometimento do sistema nervoso central, afeta mamíferos, incluindo bovinos e seres humanos, sendo transmitida principalmente pela mordida de morcegos hematófagos infectados. A evolução da doença é letal, provocando a morte em 100% dos casos, e é uma das principais zoonoses em saúde pública.

 

A principal medida de prevenção é a vacinação dos rebanhos. Com a antecipação da campanha, o IMA reforça a importância da imunização imediata e da notificação de qualquer suspeita da doença. Além disso, é essencial que os produtores monitorem suas propriedades e comuniquem qualquer comportamento anormal dos animais. A doença pode oferecer risco também para os produtores que tiverem contato com a saliva do animal infectado.

 

O médico veterinário, fiscal Agropecuário e chefe do escritório do IMA em Itabira, Nissan Félix, alerta que a vacinação deve ser iniciada imediatamente. “A primeira dose da vacina antirrábica deverá ser aplicada em todos os herbívoros, de todas as propriedades do município, independente da idade. Bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, caprinos e ovinos devem receber a primeira dose o quanto antes e o produtor deverá aplicar a dose de reforço em 30 dias”, afirma o especialista.

 

Os principais sintomas da doença são: andar cambaleante, dificuldade para beber água, agressividade, apatia e perda de apetite, além da salivação abundante e viscosa. Ao menor sinal, o médico veterinário precisa ser avisado e o produtor deve procurar o escritório do IMA em Itabira.

 

Vacinação

 

A vacinação contra a raiva em bovinos é feita com uma dose de vacina inativada, seguida de um reforço. A vacina pode ser administrada por via subcutânea ou intramuscular e o próprio produtor pode fazer a imunização. É recomendada em áreas onde há casos confirmados da ocorrência da doença e também em áreas onde estejam presentes o morcego transmissor da raiva, o Desmodus rotundus.

 

A mesma vacina pode ser aplicada em bovinos, equinos, ovinos e caprinos, que deve ser mantida sob refrigeração, entre 2° C e 8° C. Vale lembrar que antes da aplicação o frasco deve ser agitado.

 

A imunização ocorre em duas etapas, com intervalo de 30 dias, e depois a dose deve ser repetida anualmente. Ainda, é importante não vacinar animais doentes, debilitados ou que estiverem sob estresse extremo.

 

Saiba como armazenar a vacina

 

A vacina precisa ser conservada entre 2º e 8º graus, inclusive durante as atividades de campo e não podem ser congeladas.

 

No momento da compra a vacina deve ser acondicionada em isopor com 2/3 de gelo. Os técnicos do IMA orientam ainda, que os animais sejam vacinados no mesmo dia da compra, caso não seja possível, a imunização deve ser feita na manhã do dia seguinte.

 

Para guardar as doses da vacina mantendo a qualidade, o produtor poderá utilizar a geladeira, preferencialmente na última prateleira e dentro da caixa de isopor, sem a tampa e coberta de gelo.

 

Caso ocorra de acumular água na caixa, pelo derretimento do gelo, a mesma deve ser retirada e a caixa precisa ser completada com mais gelo.

 

Para manter a temperatura ideal, inclusive durante a aplicação da vacina, é preciso retirar apenas a dose necessária por animal e os demais frascos permanecem no isopor com gelo.

 

O armazenamento adequado é garantia da eficácia da vacina.

 

Para mais informações, os produtores devem procurar o IMA de Itabira ou um veterinário de confiança. A raiva é uma doença grave e a prevenção é a melhor forma de proteger os rebanhos e a população.

 

Contatos:

- Secretaria Municipal de Abastecimento e Segurança Alimentar (SMASA) -

Av. das Rosas, 134 - São Pedro, Itabira – MG – Telefone: (31) 3839-2262

- Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) Itabira - Rua Trajano Procópio, nº 10, 2º Andar, Sala 03, bairro Pará, Itabira, MG – Telefone: (31) 3831-5115

E-mail: itabira@ima.mg.gov.br e ima.itabira.mg@gmail.com 

 

Vacine seu rebanho, proteja os animais contra a raiva!



Vacine seu rebanho, proteja os animais contra a raiva!
Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar (SMASA) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) mobilizam população da área rural de Itabira para antecipação da vacinação antirrábica de animais como bovinos, equinos, bubalinos, dentre outros mamíferos.
A vacinação ocorre anualmente nos meses de maio e junho, mas deverá ser antecipada para proteção dos animais e da população.
Fique atento aos sintomas e em caso de suspeita notifique o IMA.
Contatos:
- Secretaria Municipal de Abastecimento e Segurança Alimentar (SMASA) -
Av. das Rosas, 134 - São Pedro, Itabira – MG – Telefone: (31) 3839-2262
- Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) Itabira - Rua Trajano Procópio, nº 10, 2º Andar, Sala 03, bairro Pará, Itabira, MG – Telefone: (31) 3831-5115
E-mail: itabira@ima.mg.gov.br e ima.itabira.mg@gmail.com

#raivaanimal #vacinaçãoantirrábica #IMA #SMASA #itabiramg

 

Demà e Rede hospitalar SARAH anunciam parceria para oferecer oportunidades a jovens aprendizes no Brasil


 A parceria disponibiliza 284 vagas para jovens de 18 a 21 anos em unidades hospitalares de oito estados, inclui pacote completo de benefícios, sendo necessário passar no processo seletivo com provas objetivas para a seleção

 

Março de 2025 – A Demà Jovem, tecnologia social da Renapsi, e a Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação firmaram parceria para promover o desenvolvimento profissional de jovens, por meio do Programa de Educação Profissional (PEP) 2025, uma iniciativa destinada a capacitar jovens aprendizes em diversas áreas relacionadas ao ambiente hospitalar.
 

Com foco na formação técnica e inclusão produtiva, a iniciativa vai disponibilizar 284 vagas para jovens aprendizes nas unidades da Rede SARAH localizadas no Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Ceará, Amapá, Rio de Janeiro, Bahia e Maranhão e contará com todo o apoio da Demà Jovem, tecnologia social da Renapsi para seleção e acompanhamento dos jovens na jornada de trabalho.
 

Juan Moreno, CEO da Demà no Brasil, explica que os aprendizes terão formação teórica oferecida pela Demà Jovem, com suporte educacional e capacitação contínua durante o estágio e que a estratégia é fundamental para a experiência prática desses jovens na Rede SARAH.
 

"A parceria com a Rede de hospitais SARAH reforça nosso compromisso em proporcionar oportunidades concretas para os jovens, promovendo empregabilidade e qualificação profissional por meio de nossas parcerias com a iniciativa privada para alavancar a carreira desses jovens que muitas vezes estão no primeiro emprego, ainda mais em um ambiente de excelência na área da saúde", destaca Moreno.
 

Karine Leão Alves, Coordenadora da Área de Gestão de Recursos Humanos da Rede SARAH, aborda que esse recrutamento e seleção de aprendizes tem sido fundamental para ampliar os horizontes com o mundo da aprendizagem profissional e permitir maior alcance do Programa.
 

"A formação ocorre de maneira colaborativa, com o módulo teórico geral oferecido pela Demà, enquanto as atividades técnicas e as teóricas específicas em saúde e reabilitação são desenvolvidas nas unidades da Rede SARAH. Esse modelo permite um aprendizado estruturado e contextualizado. A parceria garante um desenvolvimento significativo e, consequentemente, contribui para a inclusão profissional dos jovens, consolidando o programa como uma referência na formação em Saúde para jovens aprendizes", afirma Karine Leão Alves, coordenadora da Área de Gestão de Recursos Humanos.
 

As oportunidades são voltadas para jovens entre 18 e 21 anos (sem limite de idade para PCDs), que estejam cursando ou tenham concluído o ensino médio em escola pública há no máximo seis meses.
 

Os jovens selecionados atuarão em diferentes setores da Rede SARAH, incluindo: Atendimento ao Público Hospitalar, Apoio Administrativo em Saúde, Desinfecção e Limpeza Hospitalar; Oficina Ortopédica; Patologia Humana; Tecnologia da Informação e Aparelhos Gessados.
 

Processo Seletivo e Benefícios

O processo seletivo inclui provas objetivas online com questões envolvendo matemática e raciocínio lógico, português e conhecimentos gerais, além de uma prova de redação presencial. Os aprovados assinarão contrato de até 24 meses, com jornada de 20 horas semanais e remuneração de um salário mínimo. Além disso, terão direito a vale-transporte, alimentação, uniforme e equipamentos de proteção individual.
 

As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 1 a 13 de abril, pelo site da Renapsi: Link.


 

Para entrevistas e mais informações à imprensa | FSB Comunicação

Jean Corrêa

Funcesi: futuros arquitetos e urbanistas tem troca de experiência com referências na profissão


                                               Fonte: Comunicação/Funcesi

 Na quarta-feira (26) da semana passada, ação de uma empresa privada do ramo de móveis, levou estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Funcesi para participar de roda de conversa e troca de experiências, com os arquitetos Renato Macedo e Ana Luiza Pires, considerado referências. Durante o encontro, os especialistas deram dicas profissionais aos alunos, e analisaram novas tendências da profissão. Os estudantes conheceram produtos da empresa e participaram de dinâmicas, nas quais, demonstraram o amplo conhecimento teórico adquirido em sala de aula. A professora Roberta Lage, e a reitora Flávia Pantuza, participaram.

“Este momento traz uma grande oportunidade para os alunos conhecerem profissionais referências da região. Também uma chance para os nossos estudantes conhecerem um mercado diferente, com materiais que são usados no trabalho dos arquitetos, ampliando o conhecimento de cada um deles sobre este campo”, afirma Flávia Pantuza. “A atividade teórica é importante, mas a prática, o olhar do arquiteto e aluno fora da sala de aula é tão fundamental quanto. Nossos estudantes entenderem isso com duas referências, como a Ana Luísa e o Renato, é muito positivo, porque também sai daquela visão só da professora Roberta,” disse a docente Roberta Lage.

“O uso de produtos descartados na natureza, que podem, por exemplo, ser transformados em um cobogó. Ou cacos de vidro de cervejas, reutilizáveis da mesma forma. E acho isso muito importante para evoluir a nossa visão sobre o que podemos reaproveitar e transformar em trabalho”, explica a estudante Giovana Zanon. “A faculdade sempre é uma difusora dos negócios, das coisas que acontecem na cidade, porque ali estão os formadores de opinião, professores e alunos. Então, quando se alinha o negócio a uma instituição de ensino, você está elevando o seu padrão, pois está buscando especialistas no assunto”, enfatiza o empresário José Antônio Lopes.

“Considero importante que nós, profissionais já inseridos no mercado, mostremos um pouco dessa experiência do escritório, de ir à loja, mas sempre nos mantendo atentos às tendências e à técnica. Somente com ela é possível definir qual material vai ser mais bem aplicado em cada ambiente”, disse Ana Luiza. “Estamos tendo uma oportunidade muito agradável de estar aqui hoje, para falar aos alunos um pouco da minha trajetória, na qual consegui aprimorar a minha visão de mundo. O arquiteto precisa ter uma visão diferenciada, uma vez que ele estará resolvendo problemas, criando ideias, trazendo soluções e, realizando sonhos,” aponta Renato Macedo.

Reportagem: Euclides Éder

Dia produtivo e de muitas experiências positivas em Florianópolis!

 Dia produtivo e de muitas experiências positivas em Florianópolis!


Fomos recebidos no início do dia pelo prefeito @topaziofloripa, um fenômeno da gestão e das redes sociais.

Ao lado do vice-prefeito @drmarcoantoniogomes e da secretária de Saúde, @fabiana.secretariasaude, pudemos conhecer de perto o sistema de Saúde da capital catarinense e o sistema de recolhimento e destinação do lixo, considerado um dos mais modernos do Brasil.

Trocar experiências é fundamental na gestão pública. Estamos buscando o que há de melhor para os itabiranos. Nossa cidade merece!

#Itabira #florianopolis #gestãopúica







Supermercados BH será o novo patrocinador Master do VEC, anuncia prefeito Marco Antônio...Fala, torcida valeriana! Tem notícia boa saindo do forno!


 Fala, torcida valeriana! Tem notícia boa saindo do forno!


A rede Supermercados BH tá chegando em Itabira e tá chegando também para a camisa do nosso Dragão. Recebi a confirmação hoje do Pedrinho: a marca será o patrocínio máster do VEC!

Vamos ficando mais fortes a cada dia e preparando o terreno para colhermos o acesso no fim da temporada!

Vamos Dragão!

#Valério #CampeonatoMineiro #SupermercadosBH #Itabira

Mais infraestrutura para quem vive e produz no campo!

No primeiro semestre de 2026, a Prefeitura de Itabira recuperou mais de 1.100 km de estradas rurais, promovendo segurança, desenvolvimento e...

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